A Rede Globo de televisões é um império no país e influencia grande parte da população em alguns aspectos. Em relação à política, todavia, a Globo ja teve seu momento de importância maior.
Em 1964 foi ferramenta fundamental para a implementação do Regima Militar, e foi seu sustentáculo durante muitos anos.
Já com a Lei de Anistia e a democracia ainda frágil no país, a Rede Globo consegue eleger seu candidato, Fernando Collor de Mello, o mesmo que o império da Globo derrubou pouco tempo depois, lançando a campanha do impeachment.
Fernando Henrique Cardoso, candidato do PSDB a presidência após o governo de Itamar Franco, o qual foi ministro e peça importante na construção do Plano Real, era também candidato da TV Globo.
Desde 1989, Luis Inácio Lula da Silva candidatou-se ao cargo de presidente, até 2002, quando finalmente venceu. Era um momento, então, que mudaria a história do país.
A TV Globo - sempre direitista - nunca aprovou a candidatura de Lula. Não conseguia ver um operário de extrema esquerda no poder, e temia isso, tentando passar o mesmo medo a população. Por algum tempo conseguiu, mas em 2002, com Lula menos extremista e o país querendo mudanças sociais, houve a sua eleição.
Cumpriu seu mandato e realizou bruscas reformas sociais, com diversos programas de inclusão. É, então, reeleito em 2006.
Em 2010, nas eleições presidenciais, foi lançado um nome pelo PT e Lula: Dilma Rousseff. Pouco conhecida e sem algum carisma, ao contrário de seu antecessor.
Dilma, entretando, significava a continuação do governo de Lula. A continuação, para muitos brasileiros, da esperança e do otimismo ganho ao longo dos anos.
Contra, mais uma vez, a Rede Globo, Dilma Rousseff é eleita, provando a intensa aprovação do Governo Lula.
Vejo, nos tempos de hoje, uma menor manipulação dos mais poderosos e a identidade e a confiança do trabalhador brasileiro mais afloradas. Eles elegem os seus candidatos, pensando antes em si mesmos.
Posso concordar, ou não, com a posse de Dilma, mas não posso negar que fico extremamente satisfeita e com um orgulho bem grande, da reforma brasileira dos últimos tempos.
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